segunda-feira, 28 de junho de 2010

Impulsiva.

Ela era impulsiva, pensou ele. Tinha dentro de si algo infantil, que a levava a olhar o mundo com olhos de deslumbre. Visivelmente, tudo lhe parecia interessante, fascinante, como quem desejava abraçar o mundo, mesmo que de uma forma confiante e ingênua. Pelas melenas rubias, as quais à iluminavam o rosto, dava para perceber o perigoso enlace que a ingenuidade, misturada à forte impulsividade lhe conferiam. Elo de bondade e o apreço do risco, a tempestade. Pelos olhos, ligeiramente puxados e pequeninos, porém intensos era visível também que carregava o brilho daqueles que se jogam, se consomem, e só depois conseguem parar para avaliar qualquer passo imprudente, os riscos e prejuízos. Imprudência. Talvez estivesse ali seu maior defeito. Ou quem sabe, sua maior qualidade...Linha tênue que salva, ou afoga: mistério.

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